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Ópera do Malandro na CCMQ

A Cia de Teatro Musical Ernani Poeta colocará em cena a nova montagem da “Ópera do Malandro” de Chico Buarque, com 16 atores cantores e cinco músicos (contrabaixo, cavaquinho, violão, teclado e percussão), que executarão as músicas e sonoplastia ao vivo. As apresentações ocorrerão de 10 a 26 de junho, no Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana, sextas e sábados, 21h e domingos, às 19h. 


Nesta versão, no lugar de grandes cenários, apenas três caixas e duas escadas, que além de servir como objetos de cena serão utilizadas por alguns atores como apêndice do corpo dos personagens. Os que não puderam se apropriar delas negociarão com os que tiverem, para poder ascender e subir pelo menos um degrau nessa escada. Com figurinos confeccionados em tons entre o preto e o branco e o uso da luz para dar um efeito de envelhecimento, é criado um mundo que reflete o que vivemos, sem a máscara das  boas maneiras. Tem ainda pinceladas de metateatro (existe uma bala perdida que atingirá um dos atores em cena aberta e outro virá substituí-lo - os atores que fazem personagens com poucas falas, acreditam que existe um agente da Rede Globo na platéia e aproveitarão seus diálogos para mostrar todo o seu talento; além da rivalidade entre atores principais, coadjuvantes e figuração), com o propósito de pôr à mostra o submundo que geramos com a nossa estrutura social, baseada no antagonismo entre as classes.

Os acontecimentos que cercam a realidade dos personagens como o nazismo, os bailes no Catete, e a própria alienação de uma sociedade que vive comodamente na ignorância, serão eventualmente transpostos para o palco, numa divisão do espaço cênico, delimitado pela luz: A Sra. Vitória Fernandes de Duran jogada ao chão (primeiro plano) lamentando o casamento da filha (sua moeda de troca por prestígio e uma vida melhor) com um contraventor. Vive o drama de ser rejeitado por uma sociedade que baila nos Salão Nobres do Palácio do Catete (segundo plano), enquanto judeus marcham a passos largos para o extermínio (terceiro plano).

O espetáculo Ópera do malandro está com vendas antecipadas de ingresso pelo site www.cordasecordas.art.br, de segunda a quinta-feira. 

SERVIÇO:

Período: 10 a 26 de junho de 2011.

Dias: Sextas e sábados, 21h e domingos, às 19h.

Local: Teatro Bruno Kiefer – 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736)

Ingressos: R$ 35,00 com descontos de 25% para Clube do Assinante  e de 50% para maiores de 65 anos  e estudantes.


Retrospective Guy Bourdin 2011

A Casa de Cultura Mario Quintana sedia a Réctrospective Guy Bourdin, uma exposição de fotografias de moda, filmes e editoriais em movimento produzidos pelo artista entre 1950 e o início dos anos 1990, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC-RS), aberta ao público a partir do dia 13 de maio.

O Governo do Estado, a Secretaria de Estado da Cultura, o MAC-RS e a Oi & Oi Futuro trazem a Porto Alegre a mostra do renomado fotógrafo francês que trabalhou por mais de 30 anos para a Vogue francesa e influenciou gerações de fotógrafos e cineastas.

Guy Bourdin foi um dos precursores da fotografia no mundo da moda, misturando foto e arte contemporânea. Através de suas técnicas inovadoras e audaciosas, ele criou uma forma de fantasia aliando seu talento estético às situações inesperadas e principalmente ousadas. Utilizando a moda e a fotografia como suas ferramentas, o fotógrafo explora reinos entre o absurdo e a sublimação, tendo como fonte de inspiração o surrealismo e o humor. Guy Bourdin deu um novo sentido à fotografia.

Unindo o olho de um pintor e a liberdade de um fotógrafo, Guy Bourdin criou imagens integrando histórias, composições e cores fascinantes. Suas imagens fazem parte do imaginário coletivo, sempre ligadas aos grandes nomes da moda como Christian Dior ou Charles Jourdan. Seu trabalho nos faz pensar no gênio do cinema Alfred Hitchcock, pois cada uma de suas obras nos permite uma interpretação pessoal. Hoje Guy Bourdin serve como inspiração para grandes nomes da fotografia contemporânea.

A exposição poderá ser visitada nas galerias Xico Stockinger e Sotero Cosme nas segundas-feiras, das 14h às 21h, de terças às sextas, das 9h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados das 12h às 21h.

Diferentes Olhares

Uma das propostas do Jabutipê – DIFERENTES OLHARES - é reunir e mostrar os ensaios fotográficos realizados no atelier e suas dependências, por fotógrafos visitantes. Luciana Bauer abriu a proposta com fotografias feitas em junho de 2009 e disponibilizadas na web um ano após (junho de 2010).

Em outubro, Pamela Ferrer enquanto captava as imagens para seu vídeo “Traços de Antônio”, também realizou seu ensaio. Roger Becker foi o terceiro a registrar seu olhar que logo estará disponível, assim como os anteriores, no site do Jabutipê 


Para esta mostra cada um dos expositores ocupará uma parede da Fotogaleria Virgilio Calegari com ampliações de um número variado de fotografias em preto e branco e em diferentes formatos.

Na abertura serão projetados vídeos na parte externa da Galeria, próxima à Intervenção Gravetos Armados, de Antônio Augusto Bueno, que está suspensa no vão que interliga o quinto ao sétimo andar da Casa de Cultura Mario Quintana.

O Jabutipê está situado em uma antiga casa do Centro Histórico de Porto Alegre que foi restaurada com o objetivo de se transformar em um atelier. Em um andar está montado o atelier propriamente dito - um espaço de produção - de “mão na massa”.

Além de disponibilizar espaço para produções em desenho, pintura e escultura está aberto para cursos, e disponível para outros artistas realizarem trabalhos.

No outro andar é o espaço expositivo que prioriza a mostra de trabalhos de jovens artistas, assim como o que está sendo produzido nas oficinas do atelier. O Jabutipê também está aberto a bate papos e outras propostas, ou seja, é um espaço dinâmico que tem a intenção de que com o passar do tempo e de pessoas, ele mesmo passe a sugerir novas atividades.

Informações:
Exposição Proposta Diferentes OIhares – Jabutipê.
até 16 de janeiro de 2011.
Galeria Virgilio Calegari – 7° andar CCMQ
terças a sextas, das 9h às 21h e sábados, domingos e feriados, das 12h às 21h.
Sala A2B2 – 2° andar da CCMQ.
Entrada franca.

Google vira Arte


Uma mulher nua em uma praia da Itália. Um homem armado caminha numa rua do Jaraguá, em São Paulo, enquanto policiais revistam um grupo de jovens no bairro do Ipiranga. Um casal se beija em uma rua de Paris.

Parecem instantes cinematográficos, mas não são. Algumas imagens são pura poesia, outras extremamente borradas e esteticamente inferiores.

"Algumas seleções fazem alusão a antigos estilos fotográficos, enquanto outras tentam incorporar a teoria estética crítica. Explorando, descobrindo ou criticando, eu presto muita atenção aos aspectos formais de cor e composição", afirma.

O Google pode ser mais do que uma simples ferramenta online. Ao menos para o artista canadense Jon Rafman, de 29 anos, que usa os aplicativos do site para compor suas obras. Cenas ordinárias do cotidiano, flagradas pelas câmeras do Google Street View e pacientemente selecionadas por Rafman, fazem parte de seu projeto Nine Eyes – nome em alusão à câmera cheia de lentes que percorre as ruas de cidades do mundo filmando em 360º.

O projeto virtual se tornou físico, transformou-se em livro (16 Google Street Views) e foi parar em museus e galerias de arte. Agora, Nine Eyes está no New Museum, de Nova York, onde fica até 23 de janeiro. Antes, houve exibições em pequenas galerias do Brooklyn, também em Nova York, na Fotofest Gallery, em Houston, Texas, e nos festivais Ars Electronica Festival de Linz, Áustria (setembro de 2010), Breda Photo Festival, na Suíça (setembro de 2010), e no Fotografia Festival de Roma, na Itália (setembro de 2010).

A seleção de imagens de Rafman reflete a experiência moderna, os sentimentos humanos de solidão e alienação, mas também uma beleza inesperada. Caso de uma foto em que lençóis balançam ao vento, ou uma praia de areias brancas com bancos extremamente coloridos. Há flagras divertidos, de pessoas que acabaram de cair, de um cachorro urinando no muro ou de um guarda dormindo dentro de sua guarita.
O que motivou Rafman foi a estética "ruidosa e amadora" das imagens do Street View. "Com sua aparente neutralidade no olhar, as fotos do Street View têm uma espontaneidade livre da sensibilidade ou background de um fotógrafo", diz.

O artista vê as imagens como uma representação neutra e privilegiada da realidade, arrancadas de qualquer contexto social ou geoespacial, e capazes de criar verdadeiros documentos fotográficos ao capturar fragmentos da realidade despojados de intenção cultural.

Bebê engatinha sozinho em frente a uma loja da Gucci: algumas imagens são inusitadas
É um projeto que se pretende inacabado, mesmo porque o banco de imagens do Street View só tende a aumentar. Para selecionar as fotos, o artista leva em conta "o impacto da tecnologia sobre nossa consciência, a captura da dimensão moral em um mundo ambíguo, a alienação contemporânea expressa muitas vezes através da tensão entre o ideal e o real, o romântico e o irônico, e o conflito entre o passado, o presente e o futuro".

O processo de escolha não é fácil: exige preparo, dedicação, concentração. Segundo o artista, é um quase um estado de transe. "Muitas vezes eu pesquiso de seis a 12 horas antes de encontrar qualquer coisa, mas, em outras, eu encontro meia dúzia de fotos numa única sessão", diz. Normalmente, ele investiga lugares que visitaria na vida real, o que não impede que de vez em quando solte o ícone do Street View ao acaso, em qualquer ponto no mundo.

Há quem pense que, ao se apoderar de imagens criadas sem critérios estéticos, Rafman esteja se virando contra a fotografia como criação humana. Engana-se. "Eu ainda concordo que os aspectos formais de composição e de sentido ou de mensagem são importantes, mas novos desenvolvimentos tecnológicos e artísticos criam uma nova liberdade e dão uma nova energia para a fotografia", afirma. Para ele, não existe apenas uma maneira de se fazer fotos.

O Street View não é a única plataforma para a obra de Rafman. Ele também usa o Google 3D Warehouse, um site que permite compartilhar criações em 3-D, na série Brand New Paint Job. "Eu faço download de modelos em 3-D criados por qualquer pessoa, de adolescentes que desenham o carro dos seus sonhos a arquitetos que projetam o prédio ideal", afirma. Rafman, então, aplica à superfície desses objetos tridimensionais texturas e criações de artistas famosos, como Paul Signac, Paul Klee, Miró, Edward Hopper, De Chirico e Picasso.
Para ele, a tecnologia só tem a incrementar a arte. É sua forma de celebrar, e ao mesmo tempo criticar, a realidade contemporânea.

Fotografias de Moda em Cannes

Cannes é mesmo uma cidade que causa inveja ao mundo por sua movimentação. Localizada ao sul da França, a região recebe pela oitava vez consecutiva o Festival Internacional de Fotografia de Moda.

Essa edição mostra o trabalho de 90 fotógrafos de moda e beleza. Uma novidade é o Prêmio de Fotografia de Beleza.

E o bacana é que algumas fotos já estão expostas pela cidade, sendo que todas podem ser vistas no Palm Beach Cassino até 25 de agosto, gratuitamente.

O fotógrafo Jacques Olivar é o convidado de honra do festival deste ano. Armani, Comme des Garçons, Céline, Hermès e Sonia Rykiel estão no currículo do profissional.

Além da premiação voltada para beleza, existem mais três categorias na premiação: Grande Prêmio de Fotografia de Moda 2010 e Prêmio de Jovem Talento de Fotografia de Moda 2010.

Abaixo: Dita Von Teese fotografada por Lionel Deluy e Imagens de Anoush Aimee e Jimmy Mettier


Toys e Outras Coisas

Muito Criativos e divertidos os Toys, da marca Os Outros. Personalizados e únicos, os toys são modelados em porcelana fria e pintados à mão, ou seja não são fabricados em série.